Leitura dos Resultados

Gráfico 1 - Evolução por passadas

O gráfico principal de evolução mostra duas curvas:

  • sulco residual (mm),

  • índice de compactação superficial (adimensional).

No gráfico, a linha vermelha tracejada aparece com rótulo curto Índice superficial; esse termo é equivalente a índice de compactação superficial.

Como interpretar:

  • crescimento rápido nas primeiras passadas é esperado,

  • tendência à saturação indica que incrementos adicionais por passada diminuem,

  • para a mesma carga e mesma configuração de roda, cenários mais úmidos tendem a maior deformação.

Transparência de parâmetros:

  • os gráficos exibem um quadro com os parâmetros usados na simulação (massa, rodas, geometria do pneu, pressão de contato, umidade, kc, kphi, n);

  • cada execução também salva parametros_simulacao.csv no diretório de saída.

Nota técnica

A afirmação “para a mesma carga e mesma configuração de roda, cenários mais úmidos tendem a maior deformação” é conceitualmente compatível com terramecânica em solos agrícolas na maioria das condições operacionais, pois o aumento da umidade costuma reduzir a resistência mecânica efetiva e elevar a suscetibilidade ao sulcamento.

No uso prático, essa relação deve sempre ser calibrada por tipo de solo e faixa de umidade local.

Sobre a estabilização por número de passadas

Se o modelo estabiliza próximo da 10ª passada, isso pode ser usado como critério operacional e não é, por si só, um erro.

Interpretação recomendada:

  • a estabilização indica que os incrementos marginais por passada ficaram pequenos para aquele cenário paramétrico;

  • esse ponto pode ser usado como limiar de intervenção (ex.: renovar/descompactar após ~10 passadas naquela condição);

  • a calibração de campo continua necessária para garantir que esse limiar corresponde a impacto agronômico real no talhão.

Gráfico 2 - Perfil final da coluna (0-5 m)

Mostra a distribuição do índice de compactação com a profundidade para passadas selecionadas.

Como interpretar:

  • maior variação nas camadas rasas,

  • redução progressiva da influência em profundidade,

  • comparação entre passadas indica velocidade de aproximação da saturação.

Gráfico 3 - Sensores virtuais

No perfil final:

  • curva verde: cone_index_mpa (resistência à penetração virtual),

  • curva roxa: bulk_density_g_cm3 (densidade aparente virtual).

Uso recomendado:

  • tratar essas curvas como proxy para planejamento de campanha de campo,

  • calibrar com medições reais antes de definir limiares de intervenção.

Estudo comparativo controlado: seco x úmido

Configuração idêntica nos dois cenários, alterando apenas umidade do solo:

  • 30 passadas,

  • massa total 28 000 kg,

  • 8 rodas,

  • largura do pneu 0,65 m,

  • comprimento de contato 0,45 m,

  • cenário seco: umidade 0,20,

  • cenário úmido: umidade 0,35.

Comparação entre cenário seco e úmido para sulco e compactação superficial

Fig. 4 Comparação entre cenários seco e úmido: sulco residual e compactação superficial ao longo das passadas.

Tabela 1 Resumo final da simulação comparativa

cenário

umidade_volumétrica

sulco_final_mm

compactacao_superficial_final

energia_acumulada_kJ

seco

0.2

14.44

0.928

3.966

umido

0.35

17.107

0.943

4.699

Tabela 2 Primeiras 10 passadas (comparação seca x úmida)

passada

sulco_seco_mm

sulco_umido_mm

delta_sulco_umido_menos_seco_mm

comp_sup_seco

comp_sup_umido

delta_comp_sup_umido_menos_seco

1

8.709

10.966

2.256

0.37

0.437

0.067

2

11.923

14.4

2.477

0.547

0.635

0.088

3

13.271

15.771

2.5

0.642

0.729

0.087

4

13.93

16.453

2.523

0.701

0.783

0.082

5

14.255

16.813

2.558

0.742

0.818

0.076

6

14.4

16.999

2.599

0.773

0.843

0.07

7

14.44

17.084

2.644

0.796

0.861

0.065

8

14.44

17.107

2.667

0.815

0.875

0.06

9

14.44

17.107

2.667

0.83

0.886

0.056

10

14.44

17.107

2.667

0.843

0.894

0.052

Evidência observada no protótipo

  • o sulco residual final foi maior no cenário úmido,

  • o índice de compactação superficial final também foi maior no cenário úmido,

  • nas 30 passadas simuladas, o sulco do cenário úmido permaneceu acima do cenário seco.

Gráficos individuais por cenário

Evolução do cenário seco

Fig. 5 Evolução por passadas no cenário seco.

Evolução do cenário úmido

Fig. 6 Evolução por passadas no cenário úmido.

Indicadores para decisão operacional

Para gestão de tráfego por faixa, recomenda-se acompanhar:

  • taxa de crescimento do sulco por passada,

  • compactação média em 0-30 cm e 30-100 cm,

  • energia acumulada associada à compactação.

Para definição completa dos termos e unidades, consulte Glossário de Termos.