Bloco 1 - Validação por Matriz de Cenários¶
Objetivo¶
Executar uma validação física interna do protótipo variando uma variável por vez (OVAT), mantendo as demais constantes:
número de passadas,
massa total da máquina,
umidade volumétrica do solo.
Configuração de referência usada¶
passadas |
profundidade_coluna_m |
massa_maquina_kg |
numero_rodas |
largura_pneu_m |
comprimento_contato_m |
umidade_volumetrica |
kc |
kphi |
n_bekker |
sulco_final_mm |
compactacao_superficial_final |
energia_final_kJ |
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
30.0 |
5.0 |
28000.0 |
8.0 |
0.65 |
0.45 |
0.28 |
120000.0 |
4500000.0 |
1.1 |
15.735 |
0.936 |
4.322 |
Resultados de sensibilidade¶
Fig. 7 Sensibilidade do sulco final e do índice de compactação superficial para cada variação OVAT.¶
passadas |
sulco_final_mm |
compactacao_superficial_final |
|---|---|---|
5.0 |
15.519 |
0.777 |
10.0 |
15.735 |
0.868 |
20.0 |
15.735 |
0.92 |
30.0 |
15.735 |
0.936 |
40.0 |
15.735 |
0.944 |
60.0 |
15.735 |
0.948 |
massa_maquina_kg |
sulco_final_mm |
compactacao_superficial_final |
|---|---|---|
18000.0 |
11.143 |
0.927 |
24000.0 |
13.864 |
0.934 |
28000.0 |
15.735 |
0.936 |
34000.0 |
18.656 |
0.938 |
42000.0 |
22.469 |
0.94 |
umidade_volumetrica |
sulco_final_mm |
compactacao_superficial_final |
|---|---|---|
0.18 |
14.096 |
0.928 |
0.23 |
14.99 |
0.928 |
0.28 |
15.735 |
0.936 |
0.33 |
16.672 |
0.941 |
0.38 |
17.832 |
0.945 |
Critérios de coerência (gate)¶
criterio |
resultado |
|---|---|
Sulco final cresce com passadas |
PASSOU |
Compactação superficial final cresce com passadas |
PASSOU |
Sulco final cresce com massa |
PASSOU |
Compactação superficial final cresce com massa |
PASSOU |
Sulco final cresce com umidade |
PASSOU |
Compactação superficial final cresce com umidade |
PASSOU |
Leitura crítica do Bloco 1¶
O comportamento monotônico esperado foi observado nas três variações testadas.
O sulco residual satura cedo no cenário de referência (ordem de 10 passadas), o que pode ser interpretado como limiar operacional inicial de intervenção.
O bloco valida tendência física inicial, mas não substitui calibração geotécnica/agrícola por tipo de solo.
Profundidade de coluna: 5 m (justificativa técnica)¶
A coluna foi ajustada para 5 m como domínio computacional prático para as culturas-alvo desta fase. Para interpretação agronômica de compactação e raízes, o foco continua majoritariamente em camadas rasas e intermediárias.
Síntese de evidências (Embrapa + artigos):
Cultura |
Evidência principal |
Interpretação prática para o modelo |
|---|---|---|
Milho |
Embrapa reporta maior concentração de raízes nos primeiros 30 cm; em solos tropicais, raramente ultrapassa 60 cm, e em clima temperado pode passar de 100 cm. |
Zona crítica de manejo tipicamente superficial a intermediária. |
Cana-de-açúcar |
PAB (2006) observou 31% de raízes metabolicamente ativas em 0,6-0,8 m (vs. 23% em 0,0-0,2 m); PAB (2012) mostra relação entre manejo/tráfego e sistema radicular. |
Forte interação nas camadas rasas e intermediárias, com exploração relevante em profundidade. |
Café |
Estudos de campo mostram concentração de raízes em 0,20-0,34 m e ocorrência de raízes finas em maior profundidade (0,80-0,94 m) em manejo conservacionista. |
Predomínio de resposta superficial, com componente profundo dependente de solo e manejo. |
Laranja |
PAB (2007) em citros de tabuleiros costeiros reporta ~60% das raízes em 0-0,20 m e ~90% em 0-0,40 m; Embrapa recomenda solo com profundidade efetiva mínima de 1,0-1,2 m; tese de doutorado da UNESP em laranjeira ‘Valência’ reporta profundidade máxima de enraizamento de até 6,5 m. |
Priorização prática em 0-0,40 m, com monitoramento complementar de camadas profundas em cenários de seca/solo favorável. |
Conclusão operacional da equipe¶
Manter 5 m como limite de domínio é adequado para a fase atual e para as culturas discutidas.
Para tomada de decisão no estágio atual, priorizar indicadores por camadas em 0-0,3 m, 0,3-1,0 m e 1,0-2,0 m.
Profundidades >2 m e até 5 m devem ser tratadas como monitoramento complementar, não como indicador principal nesta fase inicial.
Referências usadas nesta síntese¶
Embrapa (milho): Relações com o solo (cultivo de milho)
Pesquisa Agropecuária Brasileira (cana): Quantificação de raízes metabolicamente ativas de cana-de-açúcar (2006)
Pesquisa Agropecuária Brasileira (cana): Compressibilidade do solo e sistema radicular da cana-de-açúcar em manejo com e sem controle de tráfego (2012)
Revista Brasileira de Engenharia Agrícola e Ambiental (café): Distribuição espacial das raízes de cafeeiro e dos poros de dois Latossolos (2014)
Pesquisa Agropecuária Brasileira (citros/laranja): Sistema radicular dos citros em Neossolo Quartzarênico dos Tabuleiros Costeiros (2007)
Embrapa (citros): Solos - Sistema de Produção de Citros para o Nordeste
UNESP (laranjeira ‘Valência’, tese): Distribuição de raízes e a relação com o estado hídrico de laranjeira ‘Valência’ enxertada sobre limoeiro ‘Cravo’ (2015, doutorado)